Anteriormente a coleta de sangue fetal através da punção da veia umbilical para diagnóstico genético pré-natal ara feita após a vigésima semana de gestação em situações em que era necessário um resultado rápido. Com a amostra de sangue, o cariótipo fetal é obtido em 3 dias. O sangue fetal é necessário também para diagnóstico de doenças hematológicas, principalmente as hemoglobinopatias, para estudos de DNA e para dosagem de anticorpos fetais, entre outras. Os riscos maternos são pequenos, mas o risco de perda fetal após uma cordocentese propedêutica é maior do que o da coleta de vilos coriais ou da amniocentese, tendo sido estimado em aproximadamente 2%.
Como a coleta de vilos coriais (biópsia de placenta) pode também ser realizada no mesmo período gestacional que a cordocentese e permite um diagnóstico citogenético em 2 dias e/ou a análise de DNA, O laboratório GENE recomenda que a coleta de vilos coriais seja preferida por acarretar um risco menor para o feto. Mas existem indicações da cordocentese para situações em que é imprescindível fazer estudos imunológicos ou bioquímicos no sangue fetal.
Uma etapa recomendada após a cordocentese é a confirmação da origem do sangue. No Laboratório GENE nós rotineiramente utilizamos a eletroforese de hemoglobina, que nos permite ter uma estimativa quantitativa da proporção de sangue materno misturado na amostra fetal.