Hemocromatose - Diagnóstico molecular
A Hemocromatose é um erro inato do metabolismo
do ferro que resulta em absorção excessiva de ferro no intestino
e depósito nos tecidos podendo levar à cirrose hepática,
diabetes, cardiomiopatia e outras complicações. As manifestações
clínicas são vistas principalmente em homens porque as mulheres
são protegidas do acúmulo de ferro pelas menstruações. A
hemocromatose é a doença autossômica recessiva mais comum
da espécie humana, afetando 1 em cada 200 ou 400 indivíduos
na população geral. Por outro lado, a hemocromatose tem
um tratamento extremamente simples baseado na retirada periódica
de sangue por flebotomia. Pela alta frequência da hemocromatose
na população e pelo tratamento simples, tem havido propostas
de que seja iniciada a triagem de toda a população masculina
adulta para a detecção dos afetados e realização do tratamento
preventivo. O gene da hemocromatose é chamado HFE
e dois alelos (C282Y
e H63D) são responsáveis pelo problema em mais de 90% dos pacientes.
O GENE estuda três (03) mutações diferentes para o diagnóstico
da hemocromatose: as mutações C282Y e H63D no gene HFE, que são
as mais comuns e também a mutação Y250X no gene TFR2 que é
mais rara.
Material: sangue em EDTA ou células bucais em álcool.
Laboratório de Medicina Genômica